Granpal alerta para riscos na prestação de serviços públicos nos municípios da região.

A alta no preço do diesel no cenário mundial, fruto da crise no Oriente Médio, tem consequências imprevisíveis nos cofres dos municípios gaúchos com os riscos de redução dos serviços prestados aos cidadãos crescendo a cada dia que passa sem solução para o conflito. A avaliação foi feita ao final da Assembleia Geral Ordinária do Consórcio Granpal realizada nesta quinta-feira, 26, no Instituto Caldeira. O encontro serviu para definir uma posição unificada de pressionar o governo do Estado a definir uma isenção do ICMS sobre o preço dos combustíveis vendidos nos postos gaúchos. Marcelo Maranata, presidente do Consórcio Granpal e prefeito de Guaíba, argumenta que a alta nos combustíveis tem afetado empresas, população e municípios. “A pauta emergente é que o Estado inteiro isente, temporariamente, a cobrança do ICMS sobre o combustível por conta da alta de R$ 1,20 na bomba. Isso tem reflexo no transporte público, na prestação de serviço de ambulâncias e todos os serviços das prefeituras. As empresas têm em média 72 horas até o término do combustível. Após isso, precisam aguardar por novos abastecimentos. Alguns precisam buscar nos postos de gasolina, como também os agricultores não estão recebendo as entregas no campo. Isso atinge toda uma cadeia econômico”, explica Maranata. A alta do combustível tem afetado os horários de prestação de serviços de transporte coletivo, aumentando a prioridade para os momentos de pico e afetando o funcionamento em determinados períodos. Conforme Maranata, a cada dia as empresas prestadoras dos serviços procuram as prefeituras para comunicar a revisão de horários. O encontro considera o esforço conjunto com empresas mas considera fundamental uma ação de governo para amenizar os efeitos do cenário. Fotos: Lívia Bonfiglio